sexta-feira, 27 de março de 2009

Laudo preliminar aponta que jovem morta por ex-jogador levou 14 facadas

Um laudo preliminar aponta que Ana Cláudia Silva e Melo, de 18 anos, foi morta com 14 facadas. O principal suspeito do crime, ocorrido no domingo (22), é o ex-marido da jovem, Janken Ferraz. Ele foi preso na Bahia na quarta-feira (25), e trazido para São Paulo na quinta-feira (26). Durante a madrugada desta sexta-feira (27), o suspeito prestou depoimento e reafirmou que esfaqueou a ex-mulher para se defender.

Ferraz prestou depoimento durante cinco horas. Ele está preso no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e deve ser levado ainda nesta sexta para a penitenciária de Tremembé, a 147 km de São Paulo. Após o depoimento, em entrevista aos jornalistas, Ferraz afirmou que o celular de Ana Cláudia tocou enquanto os dois estavam brigando, dentro do apartamento dela. Ele tentou tirar o aparelho da ex-mulher, que reagiu, começou a brigar e pegou uma faca. Foi então que ele tirou a faca das mãos dela e a esfaqueou – segundo ele, para se defender.Após a morte da mulher, o suspeito fugiu com o filho dos dois, de 1 ano e 8 meses. Nesta quinta, a Justiça determinou que o menino ficasse com a avó paterna, na Bahia. A decisão é provisória porque o processo ainda está em andamento.
Prisão
O ex-jogador de futebol foi preso na estrada que liga as cidades de Nanuque, em Minas Gerais, e Nova Viçosa, na Bahia. Ferraz estava escondido em Belo Horizonte e se entregou depois de uma negociação entre a polícia e a mãe dele.

No meio da tarde, ele foi levado para o complexo policial de Teixeira de Freitas, no extremo sul baiano. Lá, disse que a morte da ex-companheira, Ana Cláudia Melo e Silva, de 18 anos, foi um acidente. “Não era para ter acontecido. Era a mãe do meu filho. Foi um acidente que aconteceu, não tem nada a ver”, declarou.

Janken Ferraz era procurado desde domingo (22), última vez em que foi visto em São Paulo. As câmeras de segurança do prédio onde moravam a ex-mulher e o filho dele registraram a chegada do casal e da criança pouco antes das 20 horas.

Trinta e nove minutos depois, Janken saiu com o filho, usando uma camisa diferente daquela com que entrou no edifício. Um vizinho, que ouviu uma discussão entre o casal, chamou o porteiro, que entrou no apartamento e encontrou Ana Cláudia morta.

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